Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de setembro de 2012

Portugal que amanhece


Visto num cartaz na manifestação da Avenida dos Aliados: “só os beijos me calarão a boca”.

Em frente à escadaria da Assembleia da República, ouvia-se “A polícia é do Povo”. Havia também um coração vermelho, recortado, que pairava por sobre a multidão, como os corações que se prezam.

A Inês, de 11 anos, dizia que esperava que com esta “revolução” o Passo Coelhos se demita.

Em Évora, dizia-se que o pior inimigo são os que não têm fome e que nos tiram o que comer.

No Funchal, havia gente na rua (o que já não é pouco).

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Da minha rádio ouve-se o mar


Começa a reportagem a ouvir-se o mar, o mesmo que havia engolido casas, carros, estradas, e, pessoas. Shihoko Gouveia, japonesa habitante em Cascais, há 30 anos, percebeu o que a nossa sociedade pena a compreender: “o dinheiro é só dinheiro”.

Shihoko subvencionou a 100% o transporte e o alojamento de 24 crianças japonesas para visitarem Portugal, porque, depois de uma catástrofe, não se pode ficar no mesmo lugar; tem que avançar-se; não, não é uma fuga para a frente mas sim subir às colinas de Lisboa, respirar, e depois voltar à mátria; e que mátria tão bonita eles têm.

Já em doca: apresento-vos este escrito já antigo que encontrei num computador que não desligo, que hiberna, esperando que eu volte a ele, como um animal de estimação. Escrevo depois da vitória nos últimos minutos do jogo Portugal-Dinamarca: “dinheiro é só dinheiro”; e o jogo? e o País? E depois?